Após quase quatro horas, termina protesto no entorno do Maracanã

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Terminou por volta de 18h40, o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus e os gastos com a Copa do Mundo nas ruas do entorno do estádio do Maracanã. Depois de deixarem a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, após negociação com a polícia, os manifestantes seguiram para a Rua Mata Machado na tentativa de retornar para a frente do estádio. No entanto, eles desistiram sem que fosse necessária nova ação da polícia.

Dois enfrentamentos foram registrados na tarde desde domingo (16): o primeiro na frente do Maracanã e o segundo na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte, assustando e provocando correria em quem aproveita o domingo na área de lazer. Muitos sofreram com os efeitos do gás lacrimogêneo lançado pela polícia contra os manifestantes.

De acordo com balanço divulgado pela Polícia Militar, seis manifestantes foram detidos. A estimativa oficial divulgada pela PM é de que o protesto reuniu cerca de 600 manifestantes.

Saída da Quinta da Boa Vista 
Após uma negociação com a polícia, os manifestantes começaram a sair da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, em grupos, por volta das 16h50. Com as mãos para o alto, os últimos manifestantes deixaram o parque às 17h10. "Obrigado por nos deixarem vivos", diziam eles para a polícia, na saída do parque.

Na porta da 18ª DP (Praça da Bandeira), a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, conversou com manifestantes e garantiu que quatro detidos levados para a delegacia foram liberados em menos de 20 minutos. Segundo a polícia, não havia comprovação da participação deles no protesto.

"Disse a eles [manifestantes] que a delegada só fala a verdade. Desde às 10h, estou percorrendo as delegacias para garantir o atendimento das pessoas", afirmou Marta Rocha, acrescentando que uma mulher foi presa em flagrante por desacato à autoridade e levada para a 20ª DP (Vila Isabel).

Um camburão do Batalhão de Choque chegou à 18ª DP levando outros três manifestantes. Até às 17h50, não havia informação se eles ficariam detidos ou não.

Os manifestantes seguiram para a Rua Ibituruna, uma das vias de acesso à Avenida Maracanã. Eles protestam contra o aumento da tarifa de ônibus e os gastos públicos com a Copa do Mundo. Na semana passada, outros dois protestos terminaram em confronto no Centro do Rio.

Tumulto no parque
A confusão na Quinta da Boa Vista aconteceu depois do Batalhão de Choque dispersar parte dos manifestantes do entorno do estádio do Maracanã com bombas de efeito moral e balas de borracha, apesar do protesto ter sido pacífico.

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Os integrantes da manifestação seguiram, então, para a Rua Almirante Baltazar, em São Cristóvão, que chegou a ficar interditada na tarde deste domingo (16). O local é próximo à estação de São Cristóvão, um dos acessos para quem vai ao Maracanã.

Por volta das 16h10, houve novo confronto. Policiais do Batalhão de Choque atacaram os manifestantes, mesmo sem terem sido agredidos. Para liberar a via ao trânsito, novamente, eles jogaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam balas de borracha.

O estudante de Tecnologia da Informação, Cauê Maia, de 25 anos , foi atingido por uma bala de borracha e afirmou que irá prestar queixa. "Se a gente for violento, se iguala a eles. Eu vou na delegacia agora dizer que fui agredido pelo poder público. O que eu ia dizer se eu tivesse sido violento?", disse o jovem, acrescentando que não atacou os policiais.

Pânico e correria
Parte dos manifestantes correu para dentro da Quinta da Boa Vista, parque utilizado como área de lazer pelos cariocas, principalmente aos fins de semana. A polícia jogou bombas de efeito moral dentro da Quinta, assustando quem estava no parque. Famílias que faziam piqueniques saíram correndo em busca de abrigo.

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Um grupo de 50 pessoas (entre homens, mulheres e crianças) celebrava uma festa de aniversário no parque, quando foi surpreendido pela manifestação que continuou na área de lazer. O auxiliar administrativo Sérgio Machado, de 40 anos, estava na festinha com o filho de 8 anos e a mulher.

Segundo ele, as crianças entraram em pânico quando manifestantes correram para dentro da Quinta da Boa Vista e a polícia reprimiu com gás de pimenta e bombas de efeito moral. "Isso é um absurdo. As crianças ficaram desesperadas. Estávamos comemorando um aniversário e acontece isso", lamentou Sérgio.

Pedro Mesquita estava na Quinta da Boa Vista quando os mabifestantes entraram correndo. "Os policiais não entraram, mas jogaram bomba e o gás entrou aqui", disse.

Um dos manifestantes, o estudante Matheus Rodrigues Queiroz, de 18 anos, afirmou que houve uso de munição letal por um policial do Batalhão de Choque na Quinta da Boa Vista. O tiro, segundo ele, teria sido disparado para o chão. Procurada pelo G1, a PM afirmou que não atua com armas letais em grande concentraçao de público.

Segundo um policial do Batalhão de Choque, uma idosa que tem uma barraca na porta da Quinta da Boa Vista passou mal por causa do gás lacrimogêneo e precisou ser atendida.

Depois do incidente, muitas pessoas que estavam no parque ficaram com medo de ir embora. Ainda com resquícios da fumaça, crianças e mulheres reclamaram de ardência nos olhos.

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Vinagre como proteção
Depois do incidente, muitas pessoas que estavam no parque ficaram com medo de ir embora. Ainda com resquícios da fumaça, crianças e mulheres reclamaram de ardência nos olhos.

Os manifestantes sentaram em frente ao museu da Quinta da Boa Vista, enquanto eram observados por policiais. Eles só saíram do parque depois de negociarem com a polícia.

Integrante do protesto, Gustavo Dopke, de 30 anos, disse que os manifestantes foram cercados. "Encurralaram a gente. A tática [dos policiais] foi fazer com que a gente ficasse com medo. Atacaram por todos os lados", disse o cientista, que levou vinagre para a manifestação para aliviar os efeitos do gás lacrimogêneo lançado pela polícia.

Confronto no Maracanã 
Por volta das 15h30, aconteceu o primeiro confronto entre a polícia e os cerca 600 manifestantes no entorno do Maracanã, pouco antes do jogo México X Itália pela Copa das Confederações. Os gritos de guerra "Se a passagem não baixar, a roleta eu vou pular" e "Eduardo Paes, cadê você, cadê você" foram os mais repetidos no protesto.

Policiais do Batalhão de Choque (BPChq) jogaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam balas de borracha contra os manifestantes na subida do Viaduto de São Cristóvão, um dos acessos ao Maracanã. Os manifestantes correram pela Avenida Radial Oeste em direção ao Centro.

Torcedores que chegavam ao estádio ficaram assustados com o confronto e tentaram procurar abrigo. Muitos, inclusive crianças, ficaram em meio ao tumulto e sofreram com os efeitos das bombas de efeito moral: ardência nos olhos e na garganta.

Com a ação da polícia, parte dos manifestantes se dispersou, mas um grupo de cerca de 300 permaneceu nos arredores do estádio.

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Durante o intervalo do jogo, eles avançaram pacificamente até a entrada principal, na estátua do Bellini, tracicional ponto de encontro de torcedores. Em frente ao monumento, foi formado um cordão com mais de cem policiais, que ouviam gritos para se juntarem à manifestação.

Enquanto isso, uma equipe do Batalhão de Choque apenas observava à distância a movimentação, sem tentativas de dispersar o grupo de manifestantes.

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A manifestação foi convocada pelas redes sociais e faz parte de uma série de atos que acontecem em todo o país desde a semana passada e que pedem a redução dos preços das passagens. Parte dos manifestantes também protesta contra a realização da Copa das Confederações no país.

Fonte: G1

Após protesto, prefeitura do Rio anuncia retornos na Transoeste

Imagem: G1
População de Pedra de Guaratiba criticou falta retorno no corredor expresso
Uma das alternativas é a construção de 2 saídas na Avenida Dom João VI.

A prefeitura do Rio anunciou que vai atender a reivindicação dos moradores de Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. No sábado (12) à noite, segundo o Bom Dia Rio, moradores da região realizaram um protesto para pedir a abertura de retornos no corredor expresso Transoeste.

De acordo com técnicos da secretaria Municipal de Obras e da secretaria Municipal de Transportes do Rio, a melhor alternativa é a construção de dois retornos na Avenida Dom João VI, próximos a estação do BRT Mato Alto. Um será para veículos que seguem para Santa Cruz e Campo Grande e o outro para quem vai para Barra da Tijuca e Pedra de Guaratiba .

Também serão abertos retornos na altura da Estrada da Capoeira Grande, no sentido Santa Cruz, e na Estrada do Magarça, para facilitar o acesso à Sepetiba. A prefeitura ainda não tem data para a abertura desses retornos.

Fonte: G1

Operação Lei Seca não vai multar bicicletas elétricas, informa governo

Foto: Portal G1
Blitz da Lei Seca vai cumprir decreto municipal para as bicicletas elétricas.
Entretanto, permanece multa de cinegrafista multado na Lei Seca.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Governo do Rio de Janeiro informou que a Operação Lei Seca vai cumprir a legislação prevista pelo decreto municipal para as bicicletas elétricas que atingem velocidade de até 20km/h. Com isso, os usuários do veículo ficam dispensados de ter carteira de habilitação específica para motos e não precisam fazer o exame de bafômetro, segundo a assessoria.

Entretanto, ainda segundo a assessoria da secretaria, o cinegrafista Marcelo Toscano, que fui multado em uma blitz da Operação Lei Seca e teve a bicicleta elétrica apreendida, o que acendeu a polêmica, deve pagar a multa, já que recebeu a infração com base na lei antiga.

O texto do decreto publicado pela prefeitura na segunda-feira (5) diz: “Para fins de circulação em ciclovias, ciclofaixas e vias públicas, equiparam-se as bicicletas elétricas às bicicletas movidas a propulsão humana, cuja regulamentação específica deverá ser respeitada, desde que observado o limite de velocidade de vinte quilômetros por hora e que o ciclista possua idade mínima igual ou superior a dezesseis anos.”

Lei municipal deve substituir decreto
O decreto que regulamenta as bicicletas elétricas no Rio de Janeiro, publicado na segunda-feira (7) pela Prefeitura, deve dar lugar a uma lei municipal, caso o projeto encaminhado na terça (8) pelos vereadores Paulo Messina (PV) e Carlo Caiado (DEM) seja aprovado pela Câmara. De acordo com Messina, o projeto vai ser analisado pelas comissões responsáveis pelo assunto e deve ser votado em um prazo de 15 dias.

"A pressa para aprovar a lei se dá porque os que utilizam a bicicleta elétrica como meio de transporte estariam no limbo”, afirmou o vereador. “Quem hoje tem a bicicleta, está com medo de sair à rua e ficar à mercê do agente que o abordar”, acrescentou.

O projeto de lei reitera em seu primeiro artigo o decreto da Prefeitura, mas traz um artigo complementar. Segundo a assessoria de comunicação do gabinete de Messina, o outro objetivo do projeto é fazer com que as ciclovias e ciclofaixas deixem de ser consideradas vias públicas sujeitas às leis de trânsito previstas no Código Brasileiro de Trânsito (CBT).

“Na minha opinião, colocar uma bicicleta elétrica na mesma categoria de uma moto é um equívoco. Como não podemos fazer uma legislação municipal que se oponha a uma lei ou resolução federal, não vamos considerar as ciclovias e ciclofaixas como vias públicas para leis de trânsito”, afirmou Messina.

Ciclistas têm dúvidas
A Prefeitura reiterou nesta terça-feira (8) que apóia o uso do meio de transporte, e os ciclistas defendem a ideia, mas alguns ainda estão na dúvida sobre o que deve acontecer.

O empresário Tunico Almeida é um dos partidários das elétricas e confessa que ficou incomodado com a polêmica gerada após o caso ocorrido em Copacabana. “Achei uma grande bobagem, isso é uma bicicleta. Em vez de embarreirar, deveriam incentivar esse meio de transporte”, afirmou.

De acordo com uma nota da Secretaria municipal de Transportes enviada ao G1 nesta terça, a ideia da Prefeitura é fazer o que Tunico defendeu. O texto oficial afirma que o uso da bicicleta “deve ser estimulado e não restringido”, e que os ciclistas “não deveriam ser punidos com entraves burocráticos”.

Foto: Portal G1

No entanto, ainda há dúvidas em alguns dos ciclistas sobre o que deve ser feito. “Estou esperando pra ver o que vai acontecer”, afirmou Tunico.

Muitos confessam que não tinham idéia das necessidades de usar capacete, ter habilitação específica e emplacar a bicicleta para estar de acordo com o Código Nacional de Trânsito. “Só fiquei informado sobre essas obrigações depois do caso da apreensão”, contou o estudante de arquitetura Aloysio Cunha, que ia para a faculdade na sua elétrica.

Fonte: G1

Cabral fala pela primeira vez sobre gastos com viagens ao exterior

Foto: Portal G1
Governador ficou 127 dias fora do Rio, em 37 viagens, desde 2007.
Segundo jornal, ele gastou R$ 7 mil com diárias em viagem oficial à Paris.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falou pela primeira vez sobre as suas viagens ao exterior desde que esses começaram a ser contestados, como mostrou o RJTV. De acordo com o governador, as viagens foram importantes para trazer investimentos ao estado.

"Todas as nossas viagens foram realizadas para conquistar investimentos, para conquistar melhorias para o Rio de Janeiro”, disse o governador.

De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, na viagem mais cara, o governador gastou cerca de R$ 7 mil em diárias durante uma visita à Paris, feita em setembro de 2009.

Apenas dois dias da visita à Paris constavam na agenda de compromissos oficiais do governador, mas a assessoria informou que ele chegou três dias antes ao país para reuniões de preparação para a apresentação da candidatura do Rio às Olimpíadas. No entanto, quando questionado sobre a falta de divulgação de todos os dias de viagem na agenda oficial, o governador se esquivou da pergunta. “Não, a divulgação foi dada claramente", afirmou.

O blog do deputado federal Anthony Garotinho havia publicado imagens dessa viagem de Cabral à França, em que o governador aparece junto de alguns integrantes de sua equipe, ao lado do empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Construções e suspeito de ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Desde que assumiu o governo, em 2007, Cabral passou 127 dias fora do Rio, ao longo de 37 viagens, em que passou pela Europa, pelos Estados Unidos e pela Ásia, entre outros lugares.

Cabral afirmou ainda que seu governo é transparente e eficiente. “É um governo de transparência, é um governo de eficiência, que tirou o Rio de um processo de decadência, e que colocou o Rio de Janeiro na liderança dos investimentos nacionais e estrangeiros no Brasil”, completou.

Fonte: G1

Denatran contesta decreto da prefeitura autorizando uso de bicicletas elétricas na cidade

Imagem: O Globo
Segundo órgão, ciclista ainda poderá ser punido por PMs ou agentes da Lei Seca
Longe de encerrar a polêmica sobre as bicicletas elétricas no Rio, o decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado na segunda-feira, permitindo o uso do veículo por ciclistas com mais de 16 anos e que trafeguem a até 20km/h em ciclovias e vias públicas, acabou pondo ainda mais lenha na fogueira. A decisão acendeu o desentendimento entre município, estado e União. Isso porque o decreto da prefeitura equipara bicicletas elétricas às comuns. E, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o município feriu a legislação federal, pois uma resolução de maio de 2009 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) equipara as bicicletas elétricas a veículos ciclomotores, sendo necessário habilitação para dirigi-las. Na prática, portanto, se um ciclista se deparar com um PM ou agente da Lei Seca, ainda poderá ser punido. A prefeitura garante que, caso a autoridade seja um guarda municipal, não haverá perigo.

— Isso tudo é uma “não polêmica”. O município vai manter a posição. Não vamos criar mais burocracias para as pessoas andarem de bicicleta pela cidade — disse Paes ontem, sobre a posição do Denatran.

Para o Denatran, a polêmica está acelerada. Em nota emitida ontem, o órgão federal garante que “aqueles que circulam com bicicleta elétrica, sem estar de acordo com as normas do Código de Trânsito Brasileiro, cometem infração gravíssima. Os dispositivos dizem que é proibida a condução de veículo sem licenciamento e qualquer uma das placas de identificação ou com placa sem condição de legibilidade e visibilidade. A penalidade aplicada é multa e apreensão do veículo”.

O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse ao GLOBO estar pronto para a briga:

— São visões diferentes, e estamos preparados para a contestação. Essa polêmica estava pior antes do nosso decreto, a situação estava pior para o ciclista. O decreto protege o ciclista dentro do município. E, na pior das hipóteses, o município estará advogando em defesa dele.

O estado, que coordena as operações da Lei Seca através da Secretaria de Governo, afirmou que “está estudando o decreto para estabelecer os melhores procedimentos”.

— O ciclista não será multado por um agente público municipal. Mas se um agente público de outra esfera do governo (estado ou União) não respeitar a decisão, vamos entender que ele está ferindo a nossa legislação. Vamos para Justiça, então — atiçou Sansão.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, os municípios devem regulamentar o registro e o licenciamento (documentos) dos ciclomotores por meio de legislação local. Mas o Denatran afirma que isso não muda o conceito de bicicleta comum e ciclomotores.

— A resolução 315 do Código de Trânsito define a bicicleta elétrica como um ciclo elétrico. Dessa forma, tem que cumprir todas as exigências. O município não pode se sobrepor ao que a legislação federal estabelece — avalia o coronel da reserva da Polícia Militar e especialista em trânsito Milton Corrêa da Costa.

Já para o presidente da Associação dos Motociclistas do Rio, Aloísio César Braz, quem leva a culpa na confusão é o Contran:

— O decreto municipal está correto. O problema é que o Contran tem que fazer uma legislação específica para bicicletas elétricas. Não se pode igualar uma delas a um veículo ciclomotor. São coisas diferentes.

Ex-presidente da Comissão de Trânsito da OAB-RJ, Armando de Souza defende que o ciclista recorra à Justiça caso se sinta lesado em seus direitos:

— Não é razoável que, diante das incertezas sobre o assunto, o poder público viole o direito dos ciclistas. Se isso ocorrer, os condutores devem buscar indenização pelos prejuízos.


Ciclista que iniciou confusão ainda está a pé


A confusão em torno do uso das bicicletas elétricas nas ruas da cidade aconteceu por causa de uma situação inusitada envolvendo o cinegrafista Marcelo Toscano, na madrugada do último dia 30, durante uma blitz da Operação da Lei Seca no Arpoador. Ele teve sua bicicleta elétrica apreendida após parar para filmar os agentes montando a blitz sobre a ciclovia. Marcelo recebeu três multas no valor total de R$ 1.723,86 porque, abordado pelos agentes, se recusou a fazer o teste do bafômetro, estava sem habilitação para dirigir o ciclomotor e sem capacete. Além disso, perdeu 21 pontos na carteira de habilitação. Os agentes foram afastados depois que a Secretaria de Governo reconheceu que a blitz estava bloqueando a ciclovia.

A bicicleta ainda está num depósito do estado, em Niterói, e Toscano já deve mais de R$ 150, referentes a oito diárias e o custo do reboque. O dono, que desistiu de ter carro e por isso comprou a bicicleta, agora já não sabe mais se vai buscá-la. Ele conta que voltava para casa, em Copacabana, após um trabalho na Lagoa. Na altura da Rua Francisco Otaviano, viu-se diante de uma tenda da Lei Seca em cima da ciclovia, impedindo a passagem.

Ainda de acordo com Toscano, o prefeito Eduardo Paes enviou-lhe um email se solidarizando.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/denatran-contesta-decreto-da-prefeitura-autorizando-uso-de-bicicletas-eletricas-na-cidade-4836360#ixzz1uIeu0BUf 
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Marcha da Maconha termina em confusão com PMs em Ipanema

Imagem:  Portal G1

A Marcha da Maconha, que acontecia na orla da Ipanema, na Zona Sul do Rio, terminou em confusão com policiais do Batalhão de Choque na noite deste sábado (5). Um carro usado para fazer patrulhamento foi apedrejado.

Segundo os policiais, os manifestantes tomaram a pista inteira da Avenida Vieira Souto, quando o combinado era seguir em apenas em meia pista. O grupo, entretanto, nega.

Imagem: Portal G1


A polícia afirma que alguns teriam jogado latas de cerveja e pedras no carro. A equipe do Choque, então, revidou com gás de efeito moral. “Provavelmente foram elementos infiltrados no grupo, possivelmente nem eram envolvidos com a causa”, disse o tenente Lima Ramos, do Batalhão de Choque.

O jornalista Adriano Carlos, de 30 anos, que toca na banda Planta da Mente e participa da marcha há dois anos, disse que desde o início da passeata o grupo estava tendo com problemas com a PM. "Por causa do trânsito, porque eles mandavam chegar para canto para os carros passarem. O pessoal respeitou, mas quando chegou entre a Vinícius de Moraes e a Joana Angélica eles começaram jogar gás", contou Adriano, explicando que antes da ação da polícia ele viu uma lata de cerveja ser arremessada em direção aos PMS do Choque.

"A tropa de Choque veio em nossa direção, com armas apontadas. Nunca houve uma confusão assim desse nível em marchas no Rio de Janeiro", afirmou.

O estudante Pedro Pitta, de 18 anos, disse que foi agredido por policiais, que teriam usado ainda balas de borracha. "Eu estava cantando e do nada eles começaram a bater", disse ele.

Segundo o tenente, cerca de 25 homens da equipe de controle de multidões foram acionados para reforçar a segurança no local, que também era feita por PMs do 23º (Lelbon).

Fonte:  www.g1.com.br

Cielo x Redecard


A Cielo inova e mais uma vez passa na frente da Redecard no quesito "Facilitar a vida dos clientes" e deixa cada vez mais para trás sua fiel e principal concorrente Redecard.

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